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Olavo Bilac, Delirium

Naked since love doesn’t need shame
In my her mouth I pressed.
And, as for carnal thrills, she said:
“Lower down, baby, I want your kiss!”

Crude, unconsciousness of my desire
Trembling, my mouth obeyed,
And I bit her taut breasts
So that she gasped like broken chords.

In endless sighs of joys
She told me, still almost crying:
“Lower down, baby!” – All in a frenzy.

On her belly I laid my mouth,
“Lower, baby!” – She said, crazy,
Puritans, forgive me! but I obeyed …

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Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci …

note:

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865 – 1918) was a Brazilian poet, journalist and translator. This poem comes from his, Poesias (1888)